FIFF: Ótima programação, atmosfera única e belos dias de primavera

Humberto Gollabeh, Fribourgo

O festival international de cinema de Friburgo, na Suíça, chega a sua 31° edição e mostra porque é um dos principais festivais da Suíça. É de um prazer imenso ir a um festival com uma boa curadoria e organização impecável . Não é possível comparar em números o evento com outros festivais de cinema e nem é esse o objetivo,  mas é de total relevância mencionar que Friburgo é, de fato, international. Com pouco mais de 36 mil habitantes são duas as línguas oficiais da comuna. O francês falado por 22 mil pessoas e o alemão por aproximadamente 7500 habitantes. Diga-se de passagem que um terço da população é composto por imigrantes.

Dados os números, o festival abriga uma atmosfera que propicia debates e o fazer cinematografico. A maioria das projeções acontecem nos cinema REX e Arena Cinemas, o que torna saída de um filme ao outro mais rápida, sem o risco de perder a sessão e ainda sobrar um tempinho para espresso. Afinal de contas, festival sem café não é festival.

Todas as sessões tem legendas em inlglês, alemão e francês. Desta forma, vale muito a pena agendar as próximas férias em Friburgo e curtir o festival. Durante os seus 9 dias de duração a programação exibe 140 filmes de 45 paises, mas nesta edição não tem nenhum filme brasileiro.

O evento tem a seleção oficial competitiva e as mostras paralelas: Genero Cinema – Ghost stories, Decryption – A cinematic cabinet of curiosities, Diaspora – Myret Zaki e Egito, Homenagem a Freddy Buache, além da mostra Novo território que está dividida em duas categorias: Nepal e Uma visão dos forasteiros sobre o Nepal. Essa  é primeira vez que o pais recebe uma mostra em festival. O fato se torna ainda mais interessante porque o pais produz quase 100 filmes por ano e o apredizado de muitos desses profissionas se dá na prática, quando colaboram com equipes de estúdios estrangeiros em filmagens no Himalaia.

O FIFF tem ainda um bar e restaurante no centro do festival, onde é possivel apreciar os belos dias de primavera regados a uma taça de Chardonnay ou Sancerre entre uma sesssão de cinema e outra, mas é preciso ficar de olho no relógio, pois como é natural e esperado em festivais (e ainda mais em solos suíços) as exibições começam pontuamente nos horários agendados.

Os tickests podem ser adquiridos online através do website do FIFF ou na bilheteria dos cinemas. Os ingressos custam em média 17 francos, mas leva vantagem quem compra um passe diário por 45 francos e faz reserva online para os filmes

O que vimos:

Obscure, 2017

Soudade Kaadan /Líbano, Síria

 

Traumatizado pela guerra, o  pequeno Ahmad quer esquecer que é um garoto sírio. O documentário mostra como as lembranças da vida na Síria tem se apagado por causa do trauma. Cheio de nuances e silêncios o filme nos conduz por um série imagens que trazem referença a liberdade ou falta dela. Note em uma cena que a galeira está trancado com um cadeado e as tentativas da psicóloga em integrar Ahmad nos jogos e reconstruir algumas de suas memórias.

The Student, 2016

Kirill Serebrennikov /Rússia

Na Rússia dos dias atuais, um jovem estudante está convencido de que as forças do mal estão dominando o mundo. Numa sociedade que já aparenta ser conservadora, o rapaz questiona o credo e a moral dos adultos ao seu redor. O drama começa realmente quando o conflito do estudante se dá com a professora de biologia que acredita na ciência.

The Cinema Travellers, 2016

Sirley Abraham / India

O documentário apresenta belas imagens e é uma homenagem ao cinema,  a celuloide e aos que os protegem de tecnologias avançadas. É possível rir e se identificar com a histórias desses homens que cruzam a India para levar a magia da imagem em movimento para um público que fica extasiado nas sessões e, algumas vezes, irritado com problemas na exibições.

The Himalayas, 2015

Lee Seok-hoon / Coréia do Sul

 

Beaseado em fatos reais, o filme narra a história de um famoso aposentado alpinista que embarca numa expedição para resgatar o corpo de seu amigo Park Moon-taek. O filme rendeu mais de 50 milhões de doláres de bilheteria na Coréia do Sul.

Kati Kati

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